Olha eu!

Quando a Nathy me chamou para fazer fotos, na mesma hora eu disse sim. E depois fiquei pensando “não vou” até quando estava a caminho de encontrá-la. Mas, de algum jeito, fui. Não teria ido com outra pessoa.

Ela disse: “não se maquia, não escolhe roupa, só vamos dar uma volta no Centro da Cidade”. Tentei, porém não foi nada fácil seguir as instruções. Teve alguma maquiagem, sim, e uma infeliz escolha de roupas – com as quais acabei não ficando confortável.

Ainda que em meio a crises (literais) de risos de nervoso e não conseguir dar sequer um sorriso aberto espontâneo, estar com a Nathy me acalmava e fazia sorrir.

Nos conhecemos há mais de 10 anos e tão logo já trocávamos confidências. A Nathalia é alguém que, desde sempre, admiro e confio. Por isso, me entregar assim pela primeira vez ao olhar alheio – junto com todas as minhas cruas inseguranças – só poderia ter sido com ela.

Não todas, mas grande parte das minhas fragilidades quanto ao meu corpo e à minha imagem, expostas.

Fazer essas fotos foi um exercício de vulnerabilidade especialmente custoso, incrivelmente facilitado pela sensibilidade da fotógrafa (que até conseguiu extrair fotos boas de uma eu travadíssima).

Essa foi uma experiência significativa demais para mim. Saio dela um pouco mais liberta e até um pouco mais alta, com um contemplar certamente mais afetuoso e menos cruel para a imagem nos espelhos e câmeras. Me vejo melhor e gosto um pouco mais de mim nessas fotos a cada vez que olho para elas.

(e que até mereceram que eu ressuscitasse este blog, veja só.)



Por tudo isso e todo o mais,

obrigada, Nathy.

Tem mais fotos no portfólio da Nathy, no instagram dela (com uma legenda *absurda* de linda), e no meu também. :)



*parte deste texto foi originalmente postada no instagram.